Terça-feira, 31 de Janeiro De 2012

IV Jogos Florais Luso-Espanhóis - 1953

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O MEU RISO

 

                                Ah , como eu me rio dos ricos de dinheiro!

                                Dos que têm terras, quase o mundo inteiro ,

                                Dos que têm jóias e temem os ladrões...

                                Dos que não tem amigos e compram servidões...

                                Dos que são temidos e nunca são amados...

                               Ah, como eu me rio desses desgraçados !...

                               Não poderia servi-los, adulá-los

                               Que o meu “eu” sempre havia de troçá-los

                               Ser rico de dinheiro! Oh que pobreza!

                               Antes quero a minha realeza ,

                               Ser rainha de mim mesma, das minhas emoções,

                               Por a mão no peito e sentir as pulsações

                               Do coração que é meu e não serve ninguém

                               Do coração que é rei sem ter um vintém

                               Dum espírito à solta, em sonho, em revoada,

                               Mesmo num corpo feio de rude e tosca fachada !

                               Cuspir no dinheiro com uma gargalhada,

                               Porque o dinheiro é porco - e não compra nada

                               Do que eu amo no mundo e me dá gosto!

                               O dinheiro dá poder ,dá criados,

                               Compra automóveis, paquetes, aviões,

                               Compra servidores, mas não compra corações...

                               E neles,  só neles ,eu queria ser rainha

                               Queria ter amigos , ter uma corte minha  

                               Que não precise de palácios, baixelas ou salões

                               Um reino no espaço entre sonhos, orações,

                               O reino dos amigos, o reino dos leais

                               O reino que para comprar tem uns preços tais

                               Que quem quiser amor tem que dar amor

                               Dos que não têm casa senão a do senhor

                               Que lhes escraviza o corpo sem piedade

                               E jamais pensou em  fraternidade!

                               É que aí, nesse reino, ainda há liberdade...

                               Jamais à alma chegará a vontade

                               Do rico que dá pão, para mais rico ser    

                                     Do que despreza, pisa e faz sofrer 

                               O rico de alma pobre de dinheiros,

                                     Que mata o corpo enchendo-lhes os celeiros!

                                Desses ricos  pobres que vivem esquecidos

                                Da maneira sublime que todos são nascidos

                                      Desses, eu rio! e é a rir, que os choro

                                É que ao morrer - esqueceram - eu não ignoro:

                                Quem, só com dinheiro, para dinheiro viveu...

                                Para Deus - esse - é bem mais pobre que eu !

                                                              

                                                  Maria José Rijo

 

Sábado, 07 de Janeiro De 2012
Sexta-feira, 06 de Janeiro De 2012

Tradução de Alemão - 1943




sinto-me: tradução de alemão
publicado por Maria José Rijo às 09:45
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Quinta-feira, 05 de Janeiro De 2012

Declaração -- 1942



sinto-me: 1942 - Declaração
publicado por Maria José Rijo às 09:42
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Quarta-feira, 04 de Janeiro De 2012
Terça-feira, 03 de Janeiro De 2012

Trabalhos da Escola Primaria - 1934




sinto-me: trabalhinhos da escola
publicado por Maria José Rijo às 09:40
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Segunda-feira, 02 de Janeiro De 2012

Boletim de passagem - 1934

sinto-me: 1ª Classe
publicado por Maria José Rijo às 09:35
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Domingo, 01 de Janeiro De 2012

Curriculum Vitae

# 1952 – Artesanato – 1º prémio – Jogos Florais de Portugal

– Quadra

 

# 1953 – 10º Jogos Florais Luso Espanhóis

 Foi premiado em: - Prémio de Poesia Lírica

- Quadra

 

# 1954 a 25 de Abril de 1974 – Começa a colaborar com histórias infantis para o Programa Infantil da Emissora Nacional

 

# 1972 – Representação da História no Castelo pelos alunos do 1º ciclo de Lamego (na festa de fim de curso)

 

# 1956 – Publicou “E vim cantar…”

 

#1957 – História da capa da revista Lusitas

 - 1º Prémio de Artesanato – Exposição Artes e ofícios de  Elvas

 

# 1958 – Colaborou em vários números na revista “Os nossos  filhos”

 

# 1960 – Colabora – Alentejo Ilustrado – dá entrevistas -- Correio da Beira – Guarda

 

# 1965 – Exposição “Lembranças do Mar” no S N L – no Palácio Foz em Lisboa

# 1964 – Exposição em Conchas – no Chiado na casa “Leonel”

 

# 1968 – 1º Prémio da Melhor Carta do Mês – do Diário Popular

 

# 1982 – 1º Prémio – Jogos Florais – Antigos Alunos Liceu de Beja

 

# 1984 – Exposição Trabalhos – Câmara Municipal de Elvas

 -- Colaboração com trabalhos seus – Exposição Presépios  – Junta de Turismo Estoril

 

# O Globo – Livro de Leituras para o Ciclo Preparatório do ensino Secundário – engloba poema seu

 

# Exposições várias de Artesanato

 

# Colabora em Exposições de Pintura

 

# de 1986 – 1989 – Vereadora da Cultura e Turismo na Câmara Municipal de Elvas

 

# Colaboração no Jornal O Dia

 

# Escreveu textos para catálogos de Pintores e programas de Festas

 

# Colaborou na Revista Norte-Alentejo

# Colabora no Jornal Linhas de Elvas para onde escreveu mais de 500 artigos de opinião

 

# 2000 – Publicação do Livro Rezas e Benzeduras

 

#2012 - - Colaborou na Revista Sénior de Elvas

 

 

 

publicado por Maria José Rijo às 09:58
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